O Blogue das Bibliotecas Escolares / Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas Alfredo da Silva surge com o objetivo de manter informada toda a comunidade educativa sobre os recursos que se vão adquirindo, as atividades que se realizam e outros assuntos considerados de interesse.
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terça-feira, fevereiro 08, 2011

Escritor do mês de Fevereiro - Sophia de Mello B. Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, em 1919, no seio de uma família aristocrática. A sua infância e adolescência decorrem entre o Porto e Lisboa, onde cursou Filologia Clássica. 

Sophia é considerada uma das poetisas e escritoras de livros infantis mais importantes da Literatura Portuguesa. Inicialmente destinados aos seus cinco filhos, os seus livros para crianças, rapidamente se transformaram em clássicos da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como "O Rapaz de Bronze", "A Fada Oriana" ou "A Menina do Mar". 

Possui uma obra vastíssima, que inclui, contos e obras poéticas. Os seus livros relatam as vivências da autora durante a infância. Por exemplo, para escrever A Floresta a autora inspirou-se na quinta da avó onde costumava passar férias enquanto criança.

Em 1999 Sophia de Mello Breyner Andresen recebeu o Prémio Camões, sobre o qual muito se falou e escreveu na altura.


Faleceu a 2 de Julho de de 2004.

No Centro de Recursos Educativos encontram-se disponíveis vários títulos de Sophia de Mello Breyner Andresen.





Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen 
(musicado por Francisco Fanhais)


Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


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