O Blogue das Bibliotecas Escolares / Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas Alfredo da Silva surge com o objetivo de manter informada toda a comunidade educativa sobre os recursos que se vão adquirindo, as atividades que se realizam e outros assuntos considerados de interesse.
Lançamos, desde já, um desafio aos nossos visitantes no sentido de nos fazerem chegar as críticas e as sugestões que considerem pertinentes para que possamos melhorar este serviço indo ao encontro das expetativas e interesses de todos.


terça-feira, junho 23, 2020

Diário de quarentena


Quinta-feira, 30 de abril de 2020
Olá de novo!
Bem, da última vez que escrevi desejei que a próxima fosse para trazer boas notícias, e assim o é. Hoje, dia 30 de abril, o nosso primeiro ministro, António Costa, veio anunciar algo que deu uma certa esperança à maioria dos portugueses. Sim, é verdade, vamos poder voltar a sair de casa, porém com restrições, que a meu ver são mais do que necessárias.
A partir do dia 4 de maio a economia começará a dar pequenos passos para, posteriormente, conseguir reerguer-se, porque, sem a sobrevivência desta, também a da nossa casa pouco tempo terá. Este processo da reabertura da economia está dividido em 3 fases, com as datas de 4 de maio, a qual já referi anteriormente, 18 de maio e 1 junho, e, entre estes dias, serão feitas avaliações para apurar se cada fase pode ser alcançada, ou se é necessário dar um passo atrás. Eu pessoalmente sinto um certo sentimento de respeito e consideração pelos líderes portugueses que têm tomado este tipo de decisões, porque, observando os outros países, Portugal tem sido um exemplo, tanto nas medidas tomadas como no comportamento dos cidadãos e acho que isso é algo que se deve louvar.
Neste momento, toda a gente a nível mundial tem de perceber que não existem lados, nem existe razão, porque o nosso objetivo é o mesmo: voltar a abraçar os nossos amigos e familiares. É podermos estar na rua sem termos de estar preocupados com o que a pessoa ao nosso lado possa ter, é podermos voltar a ir a festas e convívios sem medo do que nos pode acontecer nos dias seguintes, é podermos voltar a viver e, para isso, todas as pessoas têm que se unir e pensar no próximo, porque toda a gente é importante.

Iara 
Padlet Profª Regina 

Diário de quarentena


São tempos diferentes. Os dias sempre semelhantes. Acordar, tomar o pequeno-almoço, lavar os dentes, ir para a aula. Pegar no livro e tentar prestar atenção. É aborrecido viver nestes tempos.
Não acontece nada de novo, não há diversão. Temos de permanecer em casa para evitar que este vírus se espalhe. Mas a verdade é que uma mudança de estilo de vida tão súbita é algo difícil de aceitar. É preciso tempo para nos habituarmos a mudanças tão rigorosas como esta, mas é necessário. Só desejo que os tempos “normais” regressem o mais rápido possível e que possamos retomar as nossas anteriores vidas e a sua normal funcionalidade.
No entanto, também há coisas boas nesta tragédia...tal como é dito por muita gente “há um lado positivo para tudo”. Devido à perigosa pandemia, as pessoas (principalmente alunos que estão fechados em casa) têm imenso tempo livre para refletir, para alargarem os seus conhecimentos através de filmes, livros, para pôr em dia o que sempre adiaram...E acima de tudo, o que eu acho que foi o mais positivo destes tempos é o sentido de união. Podemos estar todos isolados, mas estamos unidos. A pandemia do coronavírus trouxe sentimentos de empatia e cuidado com o outro, mais do que nunca. Aprendemos a tomar as medidas necessárias de precaução não só para o nosso bem-estar, mas também pelo bem-estar dos outros. E, por isso, acredito que as nossas vidas pós-corona serão muito diferentes, pois a pandemia obrigou-nos a refletir sobre tudo e sobre todos os que nos rodeiam, revelando-se uma grande aprendizagem.

 Marcos
Padlet Profª Regina

segunda-feira, junho 22, 2020


16 de Março de 2020,

Hoje é o primeiro dia da semana sem irmos à escola, sem ser férias. Confesso que é muito estranho e novo, porque nunca enfrentamos uma pandemia assim. A ideia de uma “pausa” das atividades letivas ajudou-me a perceber a gravidade desta situação que antes pensava que não tinha este grau de importância. Muitas das vezes temos a ideia de que estas coisas só acontecem aos outros e não ligamos muito.
Tenho algumas pessoas que me são queridas no grupo considerado de risco e acho que o isolamento social foi bom, porque eu até podia contrair o vírus e não saber, pois demora cerca de 14 dias até serem denunciados os primeiros sintomas e passá-lo àquelas pessoas que me são mais próximas.
Também queria falar das práticas de açambarcamento por parte de muitas pessoas que demonstram a falta de solidariedade e o atraso a nível intelectual da generalidade do povo português em relação aos outros países. Mesmo com ordens do governo para toda a população ficar em casa, há muitas pessoas que não estão a dar a devida importância e ainda se vê muita gente na rua. Por hoje é tudo.

David
Padlet Profª Regina

Diário de quarentena


17 abril 2020
Hoje fiz a minha rotina normal de quarentena: acordei, comi, fui regar as minhas plantas e pela primeira vez fiz strogonoff, o que para minha surpresa foi bastante fácil tendo em conta que foi a primeira vez que cozinhei na minha vida. Este episódio de sucesso na cozinha levou-me a refletir um pouco sobre os tempos que estamos a passar. Como diz o famoso provérbio português, “há males que vêm por bem” e, de facto, as famílias estão todas reunidas, o que faz com que criem mais laços. Com o encerramento de grandes fábricas em todo o mundo, estamos a ajudar o meio ambiente, o ar fica mais leve e sem poluição e também os animais regressam aos seus habitats naturais o que é muito bom, do meu ponto de vista.
Sei que a economia não aguenta esta situação por muito mais tempo, mas enquanto aguardamos, percebemos que a pandemia também teve um lado bom, como por exemplo o reforço dos laços familiares como já referi anteriormente. E, mais importante do que isso, talvez seja a união dos diferentes países na busca de uma cura, num esforço comum, para que um dia todos possamos viver normalmente como dantes.
Nádia 
Padlet Profª Regina 

sexta-feira, junho 19, 2020

Ambiente

                                                                                                             
                                                                                                                                      Henrique
                                                                                                                                    4ºAno - Profª Sofia

Diário de quarentena


Hoje é segunda feira, porém, não é uma segunda feira normal.
Hoje não acordei com o despertador, não tomei banho à pressa, não comi a minha torrada matinal enquanto ouvia a minha mãe a insistir para eu me despachar. Foi um alívio, esta interrupção na minha rotina diária mas, infelizmente não pelos melhores motivos.
Estamos a passar por algo que nunca imaginámos passar. Algo que lemos nos livros de História e pensamos que nunca nos irá acontecer. Tudo muito estranho! Mas a verdade é que neste momento só nos resta tomar as medidas de precaução e pensar positivo.
Tal como dizem os professores, isto não são férias, então não podemos deixar de lado a escola. Hoje, sendo o primeiro dia, acho que não vou trabalhar nada, mas nos próximos dias vou fazer todos os trabalhos que os meus professores me mandarem e estudar um pouco além disso. Também irei aproveitar o resto do tempo, para me divertir com os meus amigos (mesmo não estando juntos, conseguimos fazê-lo), fazendo chamadas e jogando alguns jogos.
Espero que ao longo desta quarentena tudo melhore e que possamos voltar a sair à rua o mais rapidamente possível.

Tiago P.
Padlet Profª Regina

Diário de quarentena


Querido diário, se me dissessem há três meses que poderia estar nesta situação acho que me iria rir. Neste momento devia estar feliz com as memórias da minha viagem a Praga e a sonhar como vão ser os meus festivais de verão. Contava ver os meus dois cantores favoritos: o Post Malone no Rock in Rio e o Khalid no Nos Alive, mas hoje acho que tudo não passa de um sonho, porque penso que nenhum destes acontecimentos se vai realizar este ano.
Esta foi a minha primeira semana em confinamento obrigatório, sinceramente, estou a odiar, sinto-me presa. Passo os dias a ver séries na Netflix e só vejo o dia em que volto para junto dos meus amigos, sinto que preciso deles, não ando a fazer nada e acho que isto não é produtivo para ninguém.
A situação do Covid-19, que é a única razão para estarmos todos fechados em casa, parece estar a agravar-se, não sei até que ponto poderemos voltar para a escola na data  anunciada.
Hoje, dia 22 de março, houve um aumento de 320 casos, havendo um total 1600 casos, 14 mortes e até agora 5 recuperados, espero que melhore e que ninguém que eu conheça contraia este vírus.
Com esperança,
Beatriz
Padlet Profª Regina 


Querido de quarentena,


     Sinto-me presa, encurralada até. Sinto-me cansada, exausta, esgotada. Esgotada, sim. O mais estranho é que não tenho feito muito para estar esgotada. Para além dos exercícios e dos imensos trabalhos que os professores nos têm dado para fazer, não tenho feito muito. Passo os dias a ter aulas e quando, milagrosamente, arranjo tempo para mim estou a escrever, a desenhar, a ler ou a ver televisão. Não tenho feito muito, é verdade, mas fui obrigada a isto.
Tenho-me esforçado por me manter ocupada e não andar a divagar por entre os meus pensamentos. Eu podia tentar ser a filha perfeita e ajudar cá em casa, mas sou demasiado preguiçosa para certas coisas. Podia ser a aluna perfeita e estudar os dias todos, mas se já não o fazia antes, agora ainda parece mais improvável vir a fazê-lo. De qualquer modo, sinto mais vontade de estudar agora, talvez seja por não me sentir tão obrigada, tão forçada a fazê-lo. Enfim… adiante.
Estou de tal maneira presa que até ficar a apanhar sol na varanda, aproveitar o dia a ouvir música e observar a rua, que devia estar movimentada pelas pessoas a passar ali como um dia normal, já não é suficiente. Já não é relaxante, acolhedor. Bem-vindo.
     Lembro-me que adorava (sim adorava, pretérito imperfeito) ir para a janela e ver as pessoas a passar, a ir para o trabalho ou para a casa de familiares ou só a passar por passar. Gostava desses momentos em que tudo estava bem, normal, certo. Saudável. Agora, até isso me foi tirado. Ainda não mencionei o grande culpado desta minha infelicidade porque estou zangada com ele, furiosa até. Estou de relações cortadas com ele e com esta situação que ele criou, na qual me tornou prisioneira. Obrigou-me a ficar fechada nesta minha torre, apenas com a janela para servir de porta para o exterior, mas sem o ser realmente. Obrigou-me a ter de ficar privada da minha liberdade, dos meus amigos, dos meus familiares, de tudo.
Estou de tal maneira encurralada dentro destas quatro paredes, que só agora é que descobri que nunca antes tinha ficado a conhecer tão bem o meu quarto. Descobri que até gosto de passar os dias todos inteirinhos com a minha família, mas não me interpretem mal, também percebi o porquê de haver tantas discussões nos reality shows.
Não tenho amado esta situação, é verdade, mas todo este tempo não tem sido mau de todo. Tenho de admitir que, perante as circunstâncias, temos estado a aguentar-nos e a manter-nos unidos. É a essa ideia que me agarro nos momentos em que me sinto mais desanimada.
Enfim, se o grande responsável por esta situação me pudesse ouvir, dir-lhe-ia: - não afirmo que te perdoo, mas digo que te irei perdoar, eventualmente.
O tempo o dirá.
                                                                                                                              K.S.
Padlet - Profª Regina


quinta-feira, junho 18, 2020

Diário de quarentena


Faltam 5 minutos para o despertador acordar. Nestes minutos, eu penso em tudo o que me está destinado a acontecer hoje. Ou pelo menos o que penso que me irá acontecer… mal posso esperar que a quarentena acabe para que possa ver a minha família.
Ao contrário de muitas pessoas, estou bastante satisfeita com esta quarentena. Finalmente consigo gerir o meu tempo sem as normais condicionantes como a escola, centro de estudos e muitas outras atividades. Tenho a sorte de ter uma família e por isso nesta quarentena não tenho sentido falta de presença humana, como muitas pessoas devem sentir, porque tenho companhias fenomenais. As redes sociais também colaboram bastante a manter as amizades vivas, a sugerir modos de vida para passar esta quarentena sem sermos infetados e a não termos dias enfadonhos, porque por mais que me divirta com os meus familiares, não convém que acabem temas de conversa…
Nesta quarentena podem surgir muitas mudanças. Talvez um maior rigor na higiene individual, a valorização de pequenos momentos que nem sequer dávamos conta que eles existiam ou que necessitávamos deles, um maior sentimento de união e compaixão, entre nações e pessoas, pois o mal que o meu vizinho tem (aquele que é rabugento e de que não gostas nada) posso tê-lo também amanhã. Por isso, se quiser que tudo esteja bem comigo, também tenho de me preocupar com os outros, mesmo que as consequências esperadas não sejam a curto prazo.
“Há males que vêm por bem”.
 Leonor
Padlet Profª Regina

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma

05.05.2020

Bem, lembro-me que desde que aprendi a escrever, sempre tive diários e acho que foi a partir daí que aprendi a escrever e a conseguir transmitir as minhas emoções para o papel, por isso esta ideia do Diário da Quarentena faz-me sentir muito nostálgica.
Tenho pena de não ter nada de especial para partilhar, mas tenho descoberto que há duas pessoas na minha vida que são muito mais irritantes e teimosas do que eu me lembrava. Os meus irmãos. E tem sido um desafio para mim resistir à vontade de os trancar na cave, ainda mais depois de saber que eles comeram o meu chocolate favorito. Escondidos. Enfim,  espero que tenha algo mais interessante para contar nos próximos dias.
Tenho muitas saudades da minha vida normal. Deixo aqui uma música que tenho ouvido em loop, estou rendida a este álbum.
                                                                                                                                              Beijinhos, Stassie
Padlet ProfªMatilde A.

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma


Dia 16 de Abril de 2020, o trigésimo segundo dia de quarentena

  Olá… já lá vai algum tempo desde que escrevi aqui, não é mesmo? 
  Passo a explicar o porquê: não acontece nada que eu não tenha já dito pelo menos cinco vezes em         cinco dias diferentes.
  Ando a acordar sempre tarde e a vestir-me como se tivesse compromissos sem ser desfilar até à cozinha para comer a minha décima terceira refeição do dia. Por acaso, ando a passear o R.  quase todos os dias e sabe bem aproveitar esses momentos de rua. 
  Desta vez, por mais espantoso que seja, estou a escrever às 15:30! Uma conquista para mim, de facto. Ainda não sei o que vou fazer hoje, mas algo me diz que não vou passear pelo parque com amigos…
  Bem, vou ficar por aqui com o dia de hoje, mas voltarei amanhã, visto que as aulas já “começaram” (mais ao menos, porque ainda não estou a ter aulas mesmo). 
                                                                                                                                               Até à próxima!
Sofia 
Padlet Profª Matilde A.

quarta-feira, junho 17, 2020

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma

As coisas não variam muito entre estudar, fazer trabalhos e jogar com amigos. Também, estando em estado de emergência, não se pode sair para ir passear de carro... Então, o único dia que foi diferente foi domingo, dia da mãe. A minha mãe recebeu de presente, que nós comprámos, um novo telemóvel e adorou, pois tinha um da idade da pedra.

     Ao final da tarde, como já não estava muito calor, saímos de casa e fomos todos a pé até às salinas de Alhos Vedros. Conseguimos apanhar a maré baixa e estava lá um bando de flamingos. Tentámos aproximar-nos o máximo possível deles, mas ainda ficámos um pouco distantes. O meu pai, como sempre, meteu-se pelas silvas adentro para tirar umas fotos, mas eles deram conta e começaram a ficar agitados, a esticar o pescoço e a agitar as asas. Qual não foi o meu espanto quando eles abriram as asas e eu pude ver que a cor das mesmas é salmão com uma barra preta nas pontas, mas o resto do corpo é branco. 

     Soube-me bem sair de casa e foi divertido. Quando isto tudo acabar, a primeira coisa que vou fazer é karting. Precisamente nesta altura, quando descubro uma escola de karting, que eu tanto gostava de experimentar, surge o vírus que me impossibilita.
Guilherme
Padlet Profª Matilde A.

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma

Hoje só penso na tristeza que será daqui a quatro dias, ao passar o meu aniversário fechada em casa. Antes da Covid acontecer, eu já tinha planeado a festa toda, pois são os meus quinze anos... Queria passar este dia com os meus amigos, mas infelizmente não mo permitem. Como podem ver, é triste, sim, e não nos podemos revoltar, pois não há nada a fazer. Sinceramente, só consigo pensar na festa como eu queria que ela fosse.
Não sei quantos mais dias aguento fechada em casa, só a comer e a dormir. Realmente, eu agora percebi o valor que tinha uma simples pergunta "queres sair?" Eu rejeitava a ideia, inventando desculpas atrás de desculpas, para simplesmente ficar em casa fechada, agarrada a um telemóvel ou uma televisão o dia todo. Agora, sim, vejo o quanto isto é cansativo, dando tudo para poder voltar atrás e responder que sim... Só queria que isto acabasse, voltássemos a 2018 e recomeçássemos tudo até aqui. Agora só podemos pensar em coisas positivas e meter na cabeça que tudo irá ficar bem! 
Débora 
Padlet - Porfª Matilde A.

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma 



 Fechado em casa desde o dia 12 de março, obrigado a este confinamento a que estamos sujeitos, confesso que  os dias parecem mais longos do que o normal.
  Na minha mente, os dias deixaram de ter 24 horas, passando a ter 48 ou mais. Parece que não têm fim…
  Acordo, faço as minhas obrigações escolares e, daí até chegar o fim do dia, é um contar de horas e minutos.
  Dou por mim a olhar para a janela, à espera de uma mensagem em que digam:
  "- Está tudo curado, não há perigo, podem sair…..!!!"
  Mas não, nada disso é ouvido…
  Os meus dias são divididos entre os trabalhos que tenho que fazer para a escola, para tentar não perder o ritmo, mas adoro quando tenho aulas pelo Zoom, pois só assim tenho a oportunidade de ver os meus colegas/amigos.
  Todos os dias vou até ao parque em redor da minha casa e ando de bicicleta, sempre "mascarado", tal como somos obrigados. Ninguém me reconhece, assim como eu não consigo reconhecer ninguém. Parece que tudo em nosso redor mudou…
  Este confinamento ensinou-me a dar mais valor às coisas, aquelas que nos rodeiam… Até passei a gostar de ouvir a minha irmã de a cantar, de uma forma infinita, a música do Frozen…
  Acho que vai ficar na minha memória, durante esta quarentena, o dia 25 de Abril, pois a minha mãe fez questão de que tirássemos os pijamas e nos vestíssemos com outra roupa, fingindo que íamos almoçar fora (claro que ficámos em casa, na nossa cozinha, mas com o requinte de um restaurante). Também brincámos e jogámos.
  Foi um dia diferente, muito agradável, no qual, por momentos, esquecemos a existência deste vírus, que nos está a tirar o simples facto de abraçarmos quem gostamos.
Tiago 
Padlet Professora Matilde A.

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma 


Querido diário,
Os dias são sempre iguais: acordo cedo, faço trabalhos, tenho aulas, faço mais trabalhos, assisto às aulas na Telescola e, quando dou por mim, já acabou o dia, tendo de me preparar para recomeçar o ciclo todo, outra vez, no dia seguinte. Hoje não foi exceção nenhuma.
As minhas expectativas estão cada vez mais baixas e cheguei a um ponto em que a parte mais entusiasmante do meu dia é riscar trabalhos que já fiz da minha lista de coisas para fazer.
Só que hoje fiquei também a saber que a minha prima, que é enfermeira, passou da área de oncologia para a área de cuidados intensivos. Ela está a trabalhar em Londres, onde a situação está cada vez mais fora de controlo. Ela contou-me que, como eles tinham poucos trabalhadores a ajudar na área da Covid-19, as pessoas que estavam a trabalhar com doentes com cancro (como ela) vão trocar de departamento.
O governo proibiu todos os tratamentos na área das doenças oncológicas. Não consigo imaginar a sensação de alguém que tem uma doença terminal e está a lutar para vencê-la, mas, assim sem mais nem menos, perde toda a esperança. 
Leonor
Padlet Profª Matilde A.

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma 


Acordei mais ou menos por volta das 9 horas e comecei a fazer os trabalhos de casa que tinha para entregar hoje, os quais acabei por volta das 12:56.

  Depois de fazer uma pequena pausa para almoçar, decidi assistir às aulas da Telescola e, quando as aulas acabaram, assisti a um episódio da minha série favorita no momento, <<Lúcifer>>, que tem cerca de 40 minutos. Por volta das 17:00, lanchei e continuei a assistir à série até à hora de jantar. Tenho o hábito de jantar por volta das 21:00 e, depois de jantar, vou dormir. 😘
É isso que tem sido mais ou menos a minha quarentena, mas FICAR EM CASA É SUPER IMPORTANTE, PARA PREVENIR UM MAIOR CONTÁGIO. #fiquememcasa.

D.F. 
Padlet Profª Matilde

terça-feira, junho 16, 2020

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma 


Um dia idêntico ao de ontem, só que hoje sem trabalhos da escola, porque é fim de semana, “graças a Deus”.

  A minha vizinha é enfermeira e é muito minha amiga, bem como dos meus pais. Hoje chorava muito, pois tinham acabado de lhe  ligar do Hospital onde ela trabalha a dizer que ia começar a tratar de doentes com COVID-19. Fiquei com pena dela! Se estivesse no seu lugar, tenho a certeza de que teria a mesma reação que ela teve ou pior. Teria medo de ficar infetada e depois infetar alguém da minha família.

  Os Hospitais nunca foram um sítio com pouca gente, então agora nem consigo imaginar o horror que esteja.
  O cenário que nunca esperamos viver abateu-se fortemente sobre nós. Durante a minha vida, já refleti sobre estes cenários: como se faz planos de contingência, quais as prioridades a serem asseguradas… Só que nunca ninguém pensou que em 2020, no século do Wifi e do 5G, tivéssemos que as pôr em prática. 
Marta
Padlet Profª Matilde A.

Diário da Quarentena

Ficar confinado em casa faz-nos olhar para o mundo de outra forma 


Hoje acordei muito cedo, porque, pela primeira vez na quarentena, podia sair de casa para fazer um pouco de exercício físico.
Quando saí de casa, senti uma sensação de liberdade muito especial.
Depois de regressar, o dia voltou a ser igual aos outros dias, pois tinha de estudar, fazer trabalhos e assistir às aulas online. O tempo estava a passar lentamente e quando acabei de estudar era hora para ir a jantar.
Após o jantar, fiquei na minha cama a pensar que antes podíamos ser livres e agora não. Acho que as pessoas não valorizam o que têm, por isso lembrei-me de uma frase muito significativa de um cantor e que concorda com a forma de ser da  maioria das pessoas: "ninguém sabe o que tem até que o perde".


César
Padlet Profª Matilde A.

segunda-feira, junho 15, 2020

O senhor do seu nariz e outras histórias, de Álvaro Magalhães

Educação Literária - 3ºAno 
Professor Ivo







SINOPSE
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Um conjunto de cinco contos encantadores e divertidos, que também nos deixam a pensar. Há a história de um rapaz condenado a carregar desde a nascença um nariz do tamanho de um chouriço e que, aos poucos, transforma a sua desgraça em graça. Há também a história de quatro ladrões que são enganados por uma luz esverdeada que lhes falava ao ouvido. E a história de Pedro e Inês, que se queriam bem, mas se desencontraram durante a vida inteira (e na outra também). E a história do Senhor Pascoal, que deu a volta ao mundo à procura da felicidade e só a encontrou quando deixou de a procurar. E ainda a história de um homem ambicioso e agitado que não dava descanso ao seu anjo da guarda. Tanto quis e tanto andou, que acabou onde tinha começado.



terça-feira, junho 09, 2020

Diário de Quarentena


Primeira semana (15 a 21 de março)

Olá Diário,
Antes de começar a escrever aqui tenho de te informar de uma coisa: estou de quarentena. Ouviste bem, estou mesmo de quarentena desde o início da semana. Eu sei que queres saber o porquê, portanto aqui te deixo, nos próximos parágrafos, tudo aquilo que me leva a partilhar a casa durante pelo menos um mês com a minha família. Antes de avançarmos, queria deixar esclarecido que eu gosto muito deles, mas sejamos sinceros: um mês, todos juntos nesta casa, sem poder sair, 24 sobre 24 horas, digamos que será um desafio. Feito este desabafo deixo-te aqui os mais recentes acontecimentos da atualidade.
Uma simples pergunta, antes de mais: o que é uma epidemia, e o que é que a diferencia de uma pandemia? Claramente que não sabes a diferença e eu confesso que também não sabia, portanto decidi fazer alguma pesquisa. Aparentemente considera-se uma epidemia “a rápida disseminação duma doença sobre um grande número de pessoas, numa determinada região, dentro de um curto período de tempo” (isto segundo a Wikipédia), já uma pandemia é, ao contrário da anterior, uma doença infeciosa que se espalha entre a população, sobre uma vasta área geográfica, por exemplo um continente. Não sei se já deu para perceber, mas esta é a nossa realidade, neste preciso momento: a Humanidade está, mais uma vez, a ser posta à prova, tal como fomos quando apareceu a peste negra, entre 1348 a 1350 sensivelmente, só que agora com COVID-19, uma espécie da família dos coronavírus. Pois é, parece que este nosso amigo chegou sem qualquer convite e está decidido a ficar por mais uns tempos. Não sei se conseguiste perceber, mas obviamente ele não foi bem-vindo à nossa festa e, apesar de lhe tentarmos dar com os pés, como se costuma dizer, ele não parece querer ir embora.
Como é uma pandemia, o COVID-19 espalhou-se pelo mundo inteiro: já matou milhares de pessoas, infetou outras tantas e aprisionou as restantes nas suas casas, tal como eu. Sei que estou sempre a dizer: “Estou cansada” ou “Preciso de férias”, mas este novo conceito de “férias” não é, claramente, o que eu estava à espera. Sinceramente o que me custa mais sobre estar de quarentena não é o facto de estar em casa, é sim não saber quando é que posso voltar a sair. Esta coisa de estar confinada a quatro paredes sem saber quando é que efetivamente posso sair de casa para desfrutar, por exemplo, da primavera, porque sim, essa já chegou, mas estamos tão preocupados e atarefados que nos esquecemos totalmente de que ela já nos veio bater à porta, está a dar comigo em louca (como se diz em bom português). Uma das minhas resoluções de ano novo era precisamente fazer de 2020 o ano, mas parece-me que o início da década tinha outros planos. É curioso só sabermos dar valor ao que tínhamos nestas alturas de aflição.
Como forma de ocupar os meus tempos livres, tenho tentado variar os meus hobbies: fazer os trabalhos que os professores nos pedem; ver filmes e séries; pintar e desenhar (o que, muito sinceramente, não é o meu forte); fazer exercício físico; cozinhar; ler; entre outros. Também mantenho contacto com os meus amigos através das redes sociais, videochamadas ou chamadas de voz, mas não é a mesma coisa. Atrevo-me até a dizer que soa a artificial. É engraçado que agora começo a aperceber-me da necessidade constante do ser humano de manter o contacto, e não falo através das redes sociais, porque apesar de essas possibilitarem a comunicação a uma escala global, não nos transmitem a presença da pessoa. Pode até soar cliché, mas apesar de elas nos aproximarem, de certa forma também nos afastam. A realidade é que agora esta é a nossa única forma de manter o contacto entre familiares e amigos, ou até mesmo entre diretores/chefes e os seus respetivos trabalhadores, através do chamado teletrabalho. Existem ainda as aulas online que eu, por exemplo, não tenho, mas já existem milhares de alunos por todo o mundo que as têm. Eu posso não ter as aulas virtuais mas recebo trabalhos para realizar durante a quarentena, o que, de alguma forma acaba por fazer com que me mantenha ocupada.
No início, quando se começou a falar do COVID-19, ninguém pensou que fosse possível chegarmos a este cenário com estas proporções: um cenário quase de guerra, onde já é necessário fazer a seleção das pessoas que vivem e das que não terão tanta sorte. É triste. As famílias veem os seus morreram e sentem-se inúteis, sem poder ajudar, deixando tudo nas mãos daqueles que, nestas alturas, são reconhecidos como os heróis: os médicos, os enfermeiros e os auxiliares de saúde. Esses heróis trabalham horas e horas a fio, exaustos, sem forças e condições, dado que todos os dias recebem mais visitantes no seu museu, de onde esperam sair com uma recordação da loja de visitas: a saúde recuperada. São também heróis aqueles que arriscam a sua vida em viagens para garantir que não falta comida nos super e hipermercados - os motoristas; os polícias que asseguram o cumprimento do estado de emergência, que, infelizmente, não é respeitado por parte da população, que continua a acreditar que certas coisas só acontecem aos outros; entre muitas outras profissões que, lamentavelmente, só nestas situações de pânico e aflição é que são reconhecidas.
Sabes, esta coisa da liberdade é engraçada: demo-la por garantida. Não estou a dizer que agora não sejamos livres, porque efetivamente o somos, estou-me a referir à liberdade de poder correr na rua sem ter medo de que este convidado indesejado tente entrar na nossa festa. Essa liberdade agora é apenas recordada com alguma saudade e muita necessidade de ser recuperada com urgência.

Filipa

Diário de Quarentena


dia 17 de março de 2020, terça feira.
É (teoricamente) o segundo dia da quarentena. Tenho aproveitado estes dias em casa para descansar e dormir, visto que em época escolar estava em altura de testes e dormia muito pouco. Os meus pais estão preocupados com o trabalho e o meu irmão já tem algumas reuniões marcadas por vídeo-chamada.
Existem várias pessoas a fazer comentários idiotas na internet sobre a origem do vírus, chegando a ser xenofóbicos, isso deixa-me um pouco triste e com pena de quem tem de ler e ouvir todos esses comentários diariamente. A chegada do vírus provou como as pessoas podem ser extremamente indelicadas às vezes. O que custa respeitar as outras pessoas e culturas? Eu entendo que esteja toda a gente com muito medo do vírus e das consequências da pandemia, mas não há necessidade nenhuma de atacar as pessoas asiáticas nas redes sociais. Na minha opinião, isso é ignorante e extremamente preconceituoso.

dia 18 de março de 2020, quarta feira.
Hoje morreu mais uma pessoa em Portugal. Apesar de não estar em nenhum dos grupos de risco, sinto medo pela minha família (em especial pelos meus familiares que vivem na Suíça) e pelos meus amigos que vivem noutro país. Também estou preocupada com a minha tia, visto que ela começou agora a mudar de casa.
Hoje ou amanhã será provavelmente decretado o estado de emergência, não sei muito bem o que pensar sobre isso...
O meu pai diz que esta situação ainda irá demorar muito a passar, diz que provavelmente não irei mais à escola este ano. Espero que seja mentira, mesmo que a escola me tire algumas horas de sono preciosas, eu gosto de estar lá com os meus colegas.

19 de março de 2020, quinta feira.
Ainda nem se passou uma semana e eu já estou a morrer de tédio em casa, sinto falta dos meus amigos e sinto falta dos escuteiros.
O meu pai disse que me ia comprar um computador só para mim, porque provavelmente eu iria precisar dele para fazer trabalhos da escola ou para futuras aulas online... Pelo menos agora vou ter como ver as minhas séries sempre que quiser!
O meu grupo de amigas descobriu uma aplicação chamada “Plato” onde podemos jogar vários jogos todas juntas, foi bastante divertido estar em chamada com elas enquanto jogava, pelo menos entretive-me durante algumas horas.

20 de março de 2020, sexta feira
Hoje fomos informados de que os escuteiros realizariam reuniões semanais através do Zoom. Apesar de não ser um contacto direto, eu fico feliz por me poder entreter um pouco durante os sábados. A primeira reunião será amanhã às 16:30 e eu mal posso esperar por ver os meus amigos!
Os meus primos que estão na Suíça ligaram, eles disseram que estão bem e isso deixou-me um pouco mais calma... Espero que eles continuem bem até isto acalmar.
Maria

Diário de Quarentena


Segunda-feira, dia 13 de abril – Trinta dias de confinamento que já passaram, e eu, fechado em casa sem poder sair por motivo algum. Com os meus pais em teletrabalho e os meus  irmãos mais novos também em casa, a única pessoa que sai de casa é a minha mãe, que no fim de semana vai
fazer as compras para a semana toda, sempre protegida com máscara e luvas.
     O meu dia a dia é o mesmo de quase todos os jovens da minha idade nesta quarentena: dormir, comer, jogar consola, ler um livro de vez em quando, ver televisão e fazer exercício. Durante este período de confinamento tenho aproveitado para pôr as séries em dia, mas também tenho aproveitado para fazer mais exercício físico, todos os dias, de manhã e de tarde, realizo um plano de treino criado por mim para me manter em forma.
     Soube agora que as aulas online vão começar daqui a uma semana, e ainda bem, ao menos tenho algo para fazer. Sinto que me tiraram um mês de vida, não tenho nada produtivo para fazer e já estou um pouco farto de ver as mesmas caras e fazer as mesmas coisas todos os dias. A pior parte é saber que ainda não se sabe quando é que tudo vai voltar ao “normal”.
     Para dizer a verdade, penso que não voltaremos ao normal assim tão brevemente e acredito que, infelizmente, muitas pessoas não voltarão ao normal. Mas também penso que esta pandemia nos mostrou que nós, seres humanos, somos muito pequenos neste mundo e ensinou-nos a não consumir em excesso, a comprar apenas o essencial e a adaptarmo-nos a outras circunstâncias.

 Segunda-feira, dia 20 de abril – Mais uma semana desde a última vez que escrevi e sinto-me cada vez mais como um animal dentro de uma jaula. Tenho saído de casa apenas para ir passear o meu cão e para ir correr. Acredito que me faz bem apanhar um pouco de ar e sair deste ambiente fechado.
     As aulas online começaram hoje e, para ser sincero, até gostei, ao menos tenho alguma coisa para fazer, para não estar sempre a dormir, a jogar e a comer, como diz a minha mãe.
     Sexta-feira, dia 24 de abril – Esta primeira semana de aulas online tem sido interessante, alguns professores têm dado a matéria enviando os conteúdos em PowerPoint e as aulas síncronas ficam para tirar dúvidas acerca dos mesmos. Outros professores optam por dar a matéria durante as aulas síncronas e aproveitam as aulas assíncronas para mandar trabalhos de consolidação da matéria. Como há um dia em que tenho apenas aulas assíncronas, aproveito para realizar os trabalhos enviados pelos professores.
     Enquanto na escola os trabalhos propostos pelos professores eram feitos em conjunto com a turma, neste método online é diferente, temos de os fazer sozinhos e a avaliação não se baseia maioritariamente nos testes escritos, mas sim na participação em aula e nos trabalhos realizados e por esse motivo eu penso que, de certa maneira, este método de ensino é mais eficaz.

Tomás


segunda-feira, junho 08, 2020

Diário de Quarentena


Dia 1 – 14 de março
Estamos em casa em isolamento social e tudo porque apareceu na China um vírus da família da Gripe, altamente contagioso que se transmite fácil e rapidamente. Este vírus, sem o mundo dar por isso, chegou a praticamente todos os países, não escolhendo as pessoas pela sua raça, género ou etnia. 
Sabemos agora, após apenas 2 meses do seu início, que é altamente perigoso para as faixas etárias acima dos 70 anos. Porém, como qualquer um de nós pode ser portador deste vírus, o Governo decretou Estado de Emergência, obrigando praticamente todos os cidadãos a ficar em casa. Ainda antes dessa decisão, por perigo de contágio, mandou encerrar todos os estabelecimentos de ensino, o que significa que nos encontramos em casa, sem previsão de regresso à escola.
Tempos difíceis estes que estamos a passar agora, quase que tenho a sensação de estar de férias, mas tendo em conta que vou recebendo alguns contactos por parte dos professores, a enviarem tarefas para resolver, essa ideia acaba por ser esquecida.
Uma vez que tenho imenso tempo livre, vou aceitar a proposta da professora de Português e tentar utilizar esta forma para passar melhor o tempo e também ter como desabafar, mas, sobretudo, dar o meu ponto de vista sobre esta situação que nos tem tocado a todos.
Neste primeiro dia de quarentena (dia 14 de março), passei a maior parte do tempo deitado, a relaxar e a tentar interiorizar tudo o que estava a acontecer. Recebi também a informação de que o meu pai, que está a trabalhar em Angola e que tinha a viagem de volta para Portugal agendada para o final deste mês, teve a sorte de conseguir apanhar o último avião que partiu de Luanda para Portugal. Fiquei bastante aliviado pois, mesmo Angola não tendo nenhum caso ainda oficial, prefiro passar esta quarentena com ele presente no nosso país!
Como esta situação está a afetar todos os setores de atividade, apercebo-me também das dificuldades que a minha família está a ter com o encerramento da escola privada que gerem. Por se tratar de um estabelecimento de ensino privado, sobrevive apenas com as mensalidades dos pais e tenho-me apercebido da apreensão dos meus pais e avós, com receio de não conseguirem pagar aos seus colaboradores.
Porque somos uma família, ofereci-me para ajudar a criar uma forma de comunicação entre a equipa da escola e os pais das crianças. A minha experiência na plataforma onde jogo com os meus amigos possibilitou criar um grupo de trabalho que se revelou um sucesso para todos.
Rapidamente, conseguimos colocar toda a equipa do colégio a partilhar com pais e filhos as experiências e os conselhos, de modo a encurtar o distanciamento.
Esta experiência alegrou-me bastante, pois consegui contribuir para ajudar no negócio da família, o que fez com que me sentisse como uma parte ativa.
No final do dia, tento exercitar-me para poder manter a postura física.
Este foi o primeiro dia deste novo capítulo da minha vida. Espero conseguir continuar a escrever amanhã.
Resta-me dizer que, agora mais do que nunca, precisamos da ajuda de todos para ultrapassarmos esta fase difícil, mas todos juntos vamos conseguir!
                                                                                                                 Francisco

Diário de Quarentena

Quarta-feira, dia 18 de março
Terceiro dia de quarentena

                Acordo, mais uma vez, sozinho em casa, a minha mãe na frente de batalha a este flagelo devido à sua profissão, e o meu pai nos supermercados para nunca me faltar nada em casa. Tenho as rotinas completamente trocadas. Acordo ao meio-dia, almoço às quatro, os meus pais avisam-me para manter as rotinas, mas eu ignoro, o costume, penso sempre que estou de férias. Continuo a vestir-me como se fosse para a rua, para dar a sensação de que nada mudou e de que está tudo bem, os meus pais chateiam-se comigo por eu estar a sujar muita roupa sem sair de casa, mas eles não conseguem entender o porquê de eu fazer isto. Não saio de casa desde quinta-feira passada, pois não me deixaram ir à escola na sexta, disseram que não era necessário correr esse risco. Para ser sincero, acho que nunca tinha ficado tanto tempo sem sair de casa. Considero-me uma pessoa pouco sedentária, não gosto de passar um único dia sem ir à rua. Devido às minhas características de pessoa nómada está a ser ainda mais difícil. Veremos o que o tempo trará e como vou lidar com isso.
                                                                                                      Até breve.
                                                                                                             António

Diário de Quarentena


Querido Diário

       A humanidade está a passar por um momento difícil, um vírus terrível que já matou muitas pessoas e fez com que adoecessem muitas outras gravemente.
Foi ativado o estado de emergência em Portugal e em muitos outros países e estamos todos de quarentena neste momento.
Têm acontecido muitas coisas nesta quarentena, que gostaria de partilhar, por isso decidi escrever e dar-te a conhecer os meus pensamentos à medida que o tempo vai passando.

𝚂á𝚋𝚊𝚍𝚘, 𝟷𝟺 𝚍𝚎 m𝚊𝚛ç𝚘 𝚍𝚎 𝟸𝟶𝟸𝟶

Hoje é o primeiro dia de quarentena, é muito assustador ver tanto pânico no país em que cresci, a loucura pelas compras (especialmente o papel higiénico), enfim… acho que está tudo uma grande confusão, há pessoas que estão seriamente preocupadas com esta situação e há outras que aparentemente não estão cientes da gravidade desta pandemia.
Devemos manter a calma e ficar em casa como nos foi pedido. Aos nossos avós/bisavós foi-lhes pedido para irem para a guerra, a nós só nos pedem para ficar em casa!

𝚂á𝚋𝚊𝚍𝚘, 𝟸𝟷 𝚍𝚎 m𝚊𝚛ç𝚘 𝚍𝚎 𝟸𝟶𝟸𝟶

Já passou uma semana de quarentena, mas muita coisa continua igual, ainda vejo pessoas a passear pela rua como se nada se estivesse a passar, a loucura dos supermercados continua….

𝚀𝚞𝚊𝚛𝚝𝚊-𝙵𝚎𝚒𝚛𝚊 𝟸𝟸 𝚍𝚎 a𝚋𝚛𝚒𝚕 𝚍𝚎 𝟸𝟶𝟸𝟶

Há mais de um mês que não saio de casa, neste último mês eu comecei a trabalhar mais em mim mesma e apesar de estarmos a passar por um momento difícil eu tenho tentado ao máximo manter-me positiva, acredito que vamos ficar todos bem se ficarmos todos em casa e seguirmos as indicações que nos foram dadas.
Acho que os jovens surpreenderam todos ao ficar em casa. Ao contrário do que se pensava, os jovens são aqueles que mais estão a cumprir as regras impostas. Já os mais velhos, que são considerados os de risco, ainda passeiam pela rua e juntam-se nos bancos de jardim para pôr a conversa em dia, o que para mim é uma falta de respeito por todos aqueles que estão a cumprir as regras ao máximo.
Esta quarentena também me trouxe coisas boas, tenho mais tempo para mim e para refletir sobre as coisas à minha volta, mas especialmente para começar a trabalhar no meu amor-próprio.
Começámos as aulas virtuais. É estranho, mas necessário. Tem sido difícil para mim ter a motivação que antes tinha quando era possível ir para a escola e espero que com o passar do tempo eu consiga achar a motivação de que preciso.
Érica